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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Aluno pode ser transferido de turma pela diretora da escola?

Comportamento de alunos e tranferência de estudantes entre turmas ou entre escolas,  feitas pela direção da escola. A diretora pode realizar essas tranferências?

Recebemos esse questionamento, por meio de comentário deixado no espaço do blog.
A pessoa não se identifica, mas pelo texto postado percebe-se que é mãe ou responsável por algum aluno(a) com comportamento inadequado no ambiente escolar.

Deixo aqui a reprodução do comentário para que todos possam analisar (pais/responsáveis pela educação de suas crianças,  professores que trabalham diariamente com os estudantes e os próprios estudantes). Peço que todos reflitam sobre o assunto e deixem seus comentários.

Para ler o comentário em questão,  na mensagem original, basta visitar a área de  comentários deixados em: Lista com endereço e telefone de  todas as Coordenadorias Regionais de  Educação.

Creio que essa situação pode nos levar à reflexão sobre o que os pais esperam da escola, e o que a escola, de fato, pode fazer em relação à educação básica, que deve ser passada pela família.

Ola tudo bem?Venho por meio desta fazer-lhe a seguinte observaçâo: pode uma diretora desfazer de uma turma de alunos sò pelo fato de, esses alunos conversarem muito em sala de aula? E por esse motivo fùtel, simplesmente dispensar os alunos para outras escolas e mudando-os de turma, causando o maior trasntorno para suas famìlias? Estou idignada, oque fazer?
 Sim, a diretora tem autonomia para reorganizar turmas e remanejar alunos entre as turmas, caso isso se faça necessário.

E alunos conversarem muito em sala de aula não é um motivo fútil, pois só há UM PROFESSOR, que precisa ser ouvido por cerca de até 60 alunos. Não há como o professor ser ouvido se 60 vozes estão falando ao mesmo tempo, e falando  MUITO. A aula fica impossível.

Convenhamos que uma sala de aula é um lugar onde se deve ir para assistir as aulas. Se uma turma inteira conversa muito, será impossível ao professor ministrar qualquer aula e essa turma não estará fazendo o que deve ser feito no espaço escolar, que seria ter aulas. Caso algum aluno nesta turma queira estudar realmente, ele terá seu direito à educação "atravancado" pelo comportamento dos alunos  - conversadores - .  O ideal então é que essa turma seja reestruturada pela direção (outros alunos entram nesta turma) e esses alunos - conversadores - são alocados em turmas, ou mesmo em turnos  diferentes e separados, para tentar solucionar o caso.

Outro motivo para desfazer ou extinguir uma turma (e aí não é opção da diretora), mas ordem da  Secretaria de Educação, é se a turma tiver um número de alunos abaixo do mínimo estabelecido pela SEEDUC.

Quanto a dispensar um aluno da escola, nenhuma diretora faz isso. Há tempos o aluno poderia ser "expulso" da escola, caso apresentasse comportamento prejudicial ao meio escolar. Na época em que acontecia isso, era muito difícil o estudante com essa expulsão na ficha, conseguir vaga em outra escola da  rede. Atualmente a expulsão do aluno não é mais permitida por lei.

O que pode ser feito pela direção é, após conversa e concordância dos responsáveis pelo estudante,  a transferência desse aluno para outra unidade escolar da rede na qual exista uma melhor  estrutura para atender o aluno (onde haja um número maior de  funcionários ou funcionários com melhor preparo ou com algum tipo de especialização para tratar com alunos  que não aceitam disciplina), por ele não se adaptar às regras de convivência na escola em que está. Essa atitude só é tomada quando o aluno não se adéqua às normas mínimas aceitáveis para frequentar a escola e causa muitas dificuldades para o bom andamento das aulas.

O aluno com comportamento inadequado causa muito transtorno ao andamento das aulas, ao trabalho dos professores, ao aprendizado dos outros alunos (dos que vão à escola realmente estudar) e ao funcionamento geral do estabelecimento escolar. Essas pessoas não são responsáveis pela educação  ou falta de, que o aluno trás de casa, da família.

Então me responda, é justo que todas essas pessoas envolvidas no "fazer escolar", cujo comportamento do aluno causa prejuízo, arquem com o ônus de o aluno não ter sido ensinado em casa a se comportar no meio escolar?

Se você tem alguma opinião formada sobre este assunto, deixe seu comentário abaixo.

Sugiro também a leitura do texto simples, escrito por um estudante "Desabafo de uma aluno" , que foi publicado aqui mesmo no blog, e é uma complementação do assunto que estamos tratando aqui. Ilustra bem essa inversão de  valores na qual a sociedade contemporânea está imersa.




31 Comentários:

Professora Daniela Mendes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sigfrid filius Trebaruna disse...

Pior não são os alunos que não tiveram o mínimo de noção de respeito ao próximo em suas casas, pior que eles são os pais que fazem vista grossa para essa situação e/ou a incentivam.

Parafraseando Pitagoras (filósofo da Grécia Antiga): Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.

O problema que a educação não parte somente da escola. A que é aplicada em casa corresponde por mais de 60% do processo, pois uma boa educação da criança em casa reflete diretamente na relação de aprendizagem das crianças.

Luciana Becharat (LuBiologia) disse...

Raquel, por favor cite a FONTE de onde você tirou estas informações, porque isso vai "pegar fogo" na escola onde trabalho.

Sigfrid filius Trebaruna, eu concordo com a sua proposição de que "educação vem de berço", e estamos lá para transmitir cultura principalmente, mas MUITO PAIS querem saber se isso é válido justamente porque são pais dos alunos que são prejudicados pela bagunça em sala. Eles precisam de instrumentos concretos para manter seus filhos em uma turma de rendimento melhor e longe dos "baderneiros", porque aplicam o princípio dentro de casa, e a escola não colabora mantendo as "turmas mistas".

São justamente estes pais que mais procuram se informar, porque os pais de alunos problemáticos GERALMENTE estão "pouco se lixando" se o filho vai mudar de turma, desde que não interfira no pagamento do Bolsa-Família. Claro que existem os "pontos fora da curva" nos pais dos dois casos (o baderneiro e o estudioso), mas como eu disse, são exceções.

Abraços.

Adm disse...

Luciana, a fonte da pergunta: foi deixada por alguém, aqui mesmo no blog (coloquei junto á pergunta o link para a postagem onde se encontra a pergunta).

A fonte da resposta: eu retirei da minha vivência e de observar... Já vi esses fatos acontecerem em algumas escolas onde trabalhei. É função da direção tentar, na medida do possível, propiciar condições mínimas para que seja possível acontecer uma aula, e por vezes vi ser necessário "remanejar" algum aluno menos afeito à socialização para outras turmas, ou mesmo outras escolas.

O espaço está aberto, para que professores, pais e estudantes exponham a opinião que têm sobre o assunto.

Abs
Raquel.

Antonio disse...

Sou recém-formado e mesmo sem ter a experiência de sala de aula, antes de ler sobre o seu ponto de vista, já tinha o meu formado, que é exatamente o seu.Portanto, ler vc, foi de grande valia para o fortalecimento de minhas opiniões. Gostei muito!Abçs.Antonio J Lima -SP

Anônimo disse...

as vezes os pais são piores que os alunos. A verdade é a seguinte: Na grande maioria das vezes, se sabe como são os pais pelas atitudes do propio aluno. Há pais que quase batem no professor se o professor reprender o aluno. Fica dificil assim.

Anônimo disse...

Se fosse só conversar, seria de menos (que já é um transtorno), muitas vezes os alunos se agridem e agridem o professor.

nessadamatta disse...

Gostei de sua postagem, a minha única preocupação e contribuição ao debate, se dá sobre “o fato dos alunos conversarem demais”. Acredito, na escola como um espaço de construção de ideias mediadas pelo diálogo, não verticalizado - definindo coletivamente as regras/normas necessárias, que irão nortear o bom convívio coletivo e social. Interagir faz parte da natureza humana. Estou de acordo, quando diz que a educação em nível de valores deve vir de casa e os pais devem estar atentos sim ao comportamento de seus filhos e filhas, no entanto, imagino que em pleno século XXI - com tantas tecnologias e saberes, deve ser difícil a uma criança/adolescente, que esta conhecendo o mundo e se colocando diante dele, ser obrigado a uma postura silenciadora durante todo o dia/tarde de aula como mero “saco vazio”, aguardando ser preenchido pelo saber.
Enquanto profissional da área da Educação, sei como é difícil lidar com turmas lotadas, quentes e agitadas, que refletem em seu micro espaço o desrespeito imposto pela sociedade para com todos nós docentes e discentes mediante o cenário social em que vivemos. É claro, que a escola, enquanto espaço formal recebe “n” realidades, mas que ao invés de buscar ouvir quem são essas vozes e o que elas exacerbadamente dizem as silenciam, disciplinam e punem. Todos os seres diferentes e não adequados ao Sistema, já entendem em sua tenra idade o que está por vir. Tenho medo disso, pois me recordo de minha infância, que por falar demais, perguntar demais fui tipificada na categoria de aluna-problema. Será talvez, que estes alunos e alunas não estejam sinalizando, que estão no mundo e este mundo como espaço plural não consegue dar conta de indivíduos de diversas realidades apenas os formatando? Será que a escola de hoje os veem como igualmente dotados de outros saberes e culturas? Não sei. Refletindo junto com os colegas sobre isso apenas. Vejo a escola como um espaço de saberes, nem melhores nem piores, mas diversos, os quais os alunos e alunas, pais, responsáveis, professores, equipe técnica deveriam com respeito ser levados a (re) pensar o que é necessário para convivermos socialmente em grupo. Entendendo, que tradicionalmente aprendemos a entender e a mostrar o mundo de uma única forma e jeito, mas o real não é isso. Enquanto docente penso que currículo oculto está sobre algumas de minhas ações que incidem sobre os discentes? Será que é uma mera questão de poder/ou a manutenção dele que repito em minha prática? Não sei. Estou igualmente pensando sobre isso no momento. Grata,
Professora Vanessa Soares (Pedagoga-orientadora Educacional)

Anônimo disse...

Concordo plenamente com o que foi escrito neste assunto, realmente os alunos estão passando dos limites aceitáveis de educação (a qual ,me parece, não receber em casa), passaram, também dos limites de respeito e civilidade( que, também, parecem não recebeream em seus lares). Os educadores de plantão acham que nós professores temos que entender esses alunos que vêm de "lares desfeitos", que "não tem uma estrutura familiar adequada". Meu pai me abandonou quando eu tinha 6 anos de idade e nem por isso desrespeitava os meus professores, fazia bagunça, mas nunca de modo a atrapalhar o bom andamento das aulas; e os professores, naquela época achavam isso um absurdo o nosso comportamento; no entanto, não havia esse desrespeito com o qual nós professores estamos passando.
Sinto muito você que escreveu, se o senhor ou senhora acha isso inadimissível é por que, talvez, você não conheça seu filho ou nunca foi vê-lho em sala de aula para observar o compartamento do mesmo. No meu entendimento eu faria o mesmo que essa diretora, o que está estragando a educação do país é esse tal de ECA, está ferrando com a educação como um todo nas escolas e nos lares.

Luiz Antonio disse...

Nem vou me alongar em comentários. Todos que vivenciamos o ambiente escolar temos que concordar em gênero,grau e número!

Anônimo disse...

Excelente explicação.
Acho que antes de reclamar do estabelecimento de ensino ou até mesmo daqueles que convivem com estes alunos descompromissados com os estudos, esta pessoa deveria dar uma educação melhor ao seu filho e ensinar a ele, em casa, que a escola é lugar para estudar e não para conversar ou fazer bagunça.

Luciana Becharat (LuBiologia) disse...

Nessadamatta,

Seu ponto de vista é bem estruturado e sério. Mas olhe a sua volta.

-É aceitável um professor sair de sala EXAURIDO porque teve que "controlar" 45 alunos para conseguir dar uma explicação?

-É aceitável você chamar um responsável na escola e ele dizer "mas qual o problema dele arremessar cadeiras em sala? ele faz isso em casa e eu não vejo problemas!"?

-É aceitável um aluno denominado como "normal" provocar um aluno com problemas psicológicos até chegar ao ponto do aluno "surtar" e sair gritando e derrubar tudo o que tem na frente?

-É aceitável VOCÊ como responsável por uma turma ter que "bater boca" com aluno até chegar ao ponto dele dizer "Não adianta. Já tentaram me expulsar por 3 vezes e NINGUÉM conseguiu me tirar daqui, então eu vou fazer o que quero mesmo!"?

Não Vanessa, não é aceitável.É um acinte. E EU VIVENCIEI estas experiências SÓ ESTE ANO (ainda estamos no primeiro bimestre, lembra?).

Quantos de nós não passa pelo mesmo, semana após semana? Você já percebeu que a idade média dos professores do Estado é alta? Sabe porquê? porque os mais jovens já sacaram que "NINGUÉM estuda tanto, se sacrifica tanto pra fazer uma faculdade e acha certo levar um 'VTNC' no meio da cara de um aluno que nem consciência tem da repercussão disso", e largam o Estado nos primeiros seis meses.

Esse post da Raquel nos dá FORÇA para argumentar com as escolas que SIM, é preciso tirar os alunos que ATRAPALHAM o processo de ensino-aprendizado, até para que ELES MESMOS, NA CONDIÇÃO DE EXCLUÍDOS, DE ALIJADOS, reflitam que a vida em sociedade EXIGE respeito e disciplina, e que sem isso, eles continuarão sendo excluídos por onde passarem.

Os comentários que você está lendo não são o reflexo de "professores ditadores". São queixas e desabafos de profissionais que viraram REFÉNS de seu "instrumento de trabalho", espremidos entre um sistema educacional que se apresenta 'lindo' mas tem falhas ideológicas e metodológicas, e um aluno que acha que escola é um "clube", e que o preço que ele paga pra frequentar aquele clube é ficar vendo aulas chatas.E como ele acha que o preço é alto, se "recusa a pagar" o preço.

Abraço.

Professora Daniela Mendes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
jr.catharino disse...

SIMPLESMENTE PERFEITO. ESTOU ADMIRADO DA CARA DE PAU DE QUEM SE COLOCA INDIGNADA COM A SITUAÇÃO POSTADA.FRANCAMENTE, VÁ EDUCAR OS EU FILHO!

nessadamatta disse...

Oi Colegas!!! Em especial, Luciana Becharat pelo carinho e respeito às colocações e ponto de vista. Caros também faço parte desta escola, o meu questionamento é o que será feito com estes alunos e alunas? Durante minha formação as diretoras pela qual passei nos anos iniciais, sempre que colocaram em turmas ditas problemas(sem pais, moradores de comunidades violentas etc,etc,etc). Trabalhei no Complexo Jacare-Jacarezinho, Morro dos Macacos, atualmente na Mangueira. Fácil? Já sabiamos que não seria diante do momento social em que vivemos. Filho de Eike Batista inocentado, o Estado com os problemas que enfrenta, nossa categoria desunida, cansados, muito cansados todos estamos! Embora seja uma estudiosa da escola, penso sim sobre as teorias e como elas verdadeiramente contribuem a minha prática, mas olha fico preocupada quando profissionais como eu destacam "pedagogos de plantão" como se desqualificassem nosso trabalho, vejo como uma desqualificação a sipróprios pois pertencemos a mesma categoria a de: EDUCADORES! Se consideram, que é apenas uma questão de transferir, deslocar, retirar alunos daqui ou dali é um equivoco, já que a coisa é muito mais séria! Enfim, de qualquer forma fico feliz por ter compartilhado, porque felizmente não sei até quando existe democracia, embora segundo Platão seja um conceito contraditório, mas vamos que vamos!Diz um ditado oriental que:"Olho por olho, um dia a humanidade ficará cega!" Tomara que isso não aconteça, por ai de mim e de meus filhos, e dos filhos deles! Talvez o diálogo ainda seja uma alternativa, talvez ainda busco minhas resposta...Bom dia!

nessadamatta disse...

Recolhidos no Blog da Raquel: "Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste. É 85º em educação e não há tristeza"... (Senador Cristovam Buarque... via twitter); "Educai as crianças e não será necessário punir os homens"(Pitágoras)!

Alexassunção disse...

Bom dia,
Li os comentários feitos pelos colegas, porém pude observar que existe uma divisão de opiniões, acredito que em momento algum passamos a respeitar a posição de cada um, que são na verdade os dois lados da escola, onde um está presente diretamente com o aluno (o Professor) e o outro indiretamente, cria meios de socialização do aluno dentro da escola(o Pedagogo) e por isso cada um defende o seu ponto de vista. Isto é bom, pois no fundo todos ainda acreditam em uma educação de qualidade. Segundo as minhas conclusões o professor realmente está desgastado carregando todo fardo de responsabilidade do aluno e sem apoio dos pais por causa do trabalho, se tornam mais ausentes na vida dos filhos, por este motivo é fundamental que os dois lados trabalhem juntos criando um elo forte entre eles e só assim poderão tomar decisões importantes em relação ao aluno. Quando existe uma Orientação Pedagógica "ativa" na escola grandes problemas se tornam pequenos problemas.
Abs,
Alexassunção

Fernando Silva disse...

Voltando à questão prática. A transferência do aluno problemático só se efetiva quando há a concordância do responsável.Em minha escola, do início do ano até o momento, já tivemos "n" casos semelhantes ao discutido aqui, todos bem resolvidos, com exceção de um caso em que o responsável foi reclamar na 5ªCRE e a escola teve que aceitar o aluno de volta.
A transferência de alunos problemáticos é uma estratégia adotada informalmente pelas diretoras, com o apoio dos professores, isto é, daqueles diretamente envolvidos no processo educacional. Mas quando o assunto chega ao nível central, a visão que predomina (técnico-pedagógica) é descolada da realidade cotidiana da escola.

Luciana Becharat (LuBiologia) disse...

NessadaMata,

Por favor, não se ofenda com nossa colega que externou o pensamento "Pedagogos de Plantão".Embora, pela tua resposta, tu tenhas tomado a frase como pejorativa, entenda: NÃO NOS SENTIMOS (falo por mim) PLENAMENTE COMPREENDIDOS pelos colegas pedagogos. E pelo que você pôde perceber, pedagogos não tem se feito compreender plenamente! Não posso afirmar que TODOS são assim, mas a vivência escolar de alguns anos na rede pública, e outros tantos na rede particular mostra isso.

Muitos professores, e me incluo nesse rol, tem procurado entender A ANOS essa dinâmica escolar. O aluno mudou, mudamos nós, e a qualidade só cai. Se os conteúdos continuam os mesmos, porque isso ocorre?

Porque o receptor deste conteúdo (o aluno) mudou. E mudou para pior. O aluno não lê, porque prefere ver o filme.Com isso, perdeu a capacidade de abstrair. E não treinou vocabulário. E não treinou escrita. E sem essa capacidade, não consegue sequer ter um raciocínio lógico. Pode parecer "um amontoado teórico", mas reflete nosso alunado: Aquele que não tem paciência pra ler um texto de 3 parágrafos, e que usa o português da pior forma possível: criando um dialeto próprio para TENTAR SER ACEITO E ENTENDIDO. Enquanto estiverem na adolescência, é tudo lindo e engraçado, como a velha "língua do Pê". Mas e depois, quando caírem na vida em sociedade, como vai ser? (E isso foi apenas UM exemplo, que nem é da minha disciplina)

Eu mesma posso te responder esta pergunta: SERÃO EXCLUÍDOS. Esta semana eu ouvia na Rádio CBN uma reportagem sobre "a expectativa sobre os jovens de comunidades pacificadas". E a pessoa que realizou esta pesquisa dizia que havia um paradigma interessante: Os jovens largam seus estudos; na hora de encontrar um emprego, NÃO QUEREM empregos para pessoas de "baixa qualificação", querem emprego que ofereça STATUS; como só encontram este tipo de emprego...preferem viver fazendo "bicos".

Ainda na mesma entrevista, a pessoa perguntou aos jovens "que tipo de emprego você quer, afinal?" E sabe qual foi o ponto comum das respostas? "QUERO TRABALHAR NUM LUGAR QUE TENHA AR CONDICIONADO". Nossos jovens associam "bom emprego" a um eletrodoméstico no ambiente de trabalho, e não ao uso de conhecimento adquirido. Isto quer dizer que podem até trabalhar num regime de "semi-escravidão", ganhando um salário mínimo, como é o caso de um atendente de telemarketing, mas para eles (na cabeça deles) é suficiente.

É esse perfil de alunado que fazem as salas do EJA lotarem. É esse perfil de alunado que são o sucesso de projetos INFELIZES como esses das telessalas. Eles não querem o ensino formal que nós, professores regulares oferecemos. Eles podem sair da aceleração de estudos a qualquer momento e voltar pro sistema regular quando quiserem...mas eles não voltam.

E enquanto não ficar claro isso para os pedagogos, que quem DETERMINA a "dinâmica do jogo" é o aluno e não o professor -porque o aluno é a razão de ser de uma escola- não vai adiantar "entendimento através de conversa".

Nosso papel, enquanto professores neste caso, é muito simples: OFERECER AQUILO QUE ELE QUER OU PRECISA. Mas, se em algum momento ele (aluno)nos impedir de fazer esse mínimo QUE SOMOS PAGOS PRA FAZER PELOS IMPOSTOS QUE ELE MESMO PAGA, então, nós temos também o direito de NÃO ACEITAR que ele nos impeça de fazê-lo, mesmo que seja para um único aluno, que não deseja passar o resto da vida sendo "atendente de telemarketing" (que também é uma profissão digna, mas TAMBÉM expõe o profissional a ouvir indignidades diariamente)e pretenda, quem sabe um dia, ser professor. Ou Pedagogo. Ou o que o estudo lhe permitir.

Espero ter contribuído para seus estudos do ambiente escolar. Mas confesso sinceramente que escrevi em tom de desabafo.

Desculpem-me todos os colegas pelo longo texto, mas acredito ter sido pertinente para explicitar nossa situação.
Abraços.

Anônimo disse...

Trabalho, com crianças, mas em outro contexto, educação religiosa, vejo que muuito dos problemas vem realmente de casa, e o professor de sala de aula não tem que dar está educação aos nossos filhos, somos nós e é de berço, tenho uma filha que estuda em esola publica, e teve dias de chegar com dor de cabeça e reclamando do barulho da sala, e eu fico muito preocupada porque ele mesma diz, as crianças da minha sala não tem educação, é e responsabilidadee de quem da professora dela cadeirante, ela já esta sendo heroina pois tem quase 50 alunos em sala.

Die disse...

O mais engraçado é que esse motivo "fùtel" atrapalha o andamento das aulas e a aprendizagem. Grande parte dos (ir)responsáveis não dá a mínima para o comportamento do filho em ambiente escolar, apenas quando sentem o peso das consequências dos atos dos anjinhos, nas palavras dela "causando o maior trastorno para suas famílias."

Entrelinhas, o que ela disse foi: Os outros que aturem, não quero me responsabilizar e me sentir prejudicada.

Semancol e óleo de peroba resolvem o problema.

Eduarda Braga disse...

mais se o aluno for quieto e esta sendo afetado
pela a turma ele tem direito de ser transferido para outra turma ?

Anônimo disse...

Escola publica que faz escolha entre o melhor e o pior pelo lado financeiro deveria ser processada. Ato que abusa dos direitos do pobre.
É necessário ter conhecimento que todos somos iguais peante a lei, porém nem todos tem esse conceito.
Brasil, país onde o pobre não tem vez.
#Indignada

Anônimo disse...

E pode um aluno ser transferido de turma sem motivo aparente?...Não convera...e o numero dealunos tanto em umaturma quanto em outra é omesmo....

Anônimo disse...

O aluno tem algum direito de querer mudar de sala ?

Junior Domezi disse...

A direção da escola pode transferir um aluno de uma turma para a outra porque este não faz nada? Estou no último ano do ensino médio, e quando penso que vou terminar a escola numa boa me surge isto: me mudaram de uma turma onde eu era amigo de todos eme colocaram em uma onde eu não gosto de ninguém, pois ouvindo as conversas só ouço falar de bebida, pegação, etc. coisa que não ouvia na outra e por isso me dava bem com todos. Perguntei o motivo de terem me mudado e o que me disseram foi que eu não fazia nada (não literalmente, eu faço as coisas apenas nas matérias que me interessam) mas o fato é que fazendo ou não eu não conversava nem bagunçava, ou seja o fato de "não fazer nada" não atrapalhava o desempenho dos demais alunos, pois eu apenas ficava na minha. Bem como vocês disseram a diretoria tem autonomia para remanejar alunos e reorganizar turmas CASO ISSO SE FAÇA NECESSÁRIO, não acho que tenha havido necessidade, e pra finalizar, eu sou da opinião de que nota não define inteligência, modestia à parte, eu sou um aluno inteligente, porém preguiçoso (admito :/ ) Mas a decisão da direção da escola está certa ou errada? Só pra constar não me sinto nem um pouquinho confortável nessa nova turma, já na outra só de entrar na sala já tenho uma sensação de euforia. Os alunos não têm algum direito que defenda seu bem-estar?

Renato da Cunha Nunes disse...

Não fui professor a vida toda,antes do magistério fui bancário durante dez anos,e me lembro bem, de um treinamento que o banco obrigava todo funcionário a fazer, para melhorar o atendimento ao público,consistia no seguinte. Durante uma semana,um grupo de funcionários se dirigia ao centro regional de treinamento, onde tínhamos que organizar e encenar várias peças teatrais, isso mesmo, peças teatrais,representando os principais problemas do quotidiano de um grande banco,onde os funcionários, representavam ALTERNADAMENTE o papel de cliente,o motivo é simples,colocar o funcionário do banco na pele de uma pessoa (cliente) que entra na instituição financeira, precisando ser atendida de forma rápida e eficiente.
Os resultados dessa experiência só posso descrever como impressionantes,e a maioria dos empregados retornava a rotina de trabalho sabendo como o outro (o cliente) se sentia. A esse altura todos já perceberam onde quero chegar.
Acredito que a maioria esmagadora dos senhores pais,ou responsáveis pelos "alunos" deveriam tentar se colocar na situação do professor que,atualmente, tem que pedir por favor,para poder trabalhar.Como os senhores pais, se sentiriam em seus empregos, se houvessem várias pessoas atrapalhando permanentemente o seu trabalho e, depois, o culpassem pelo seu péssimo desempenho? Acho que sabemos a resposta.
Vale a pena lembrar que cada minuto que se perde, com mal educados e incompetentes é um minuto a menos dedicado a uma minoria que ainda quer aprender alguma coisa.
O papel da escola não é educar,é INSTRUIR,educar é obrigação da família que quando mandam seus filhos para a escola, frequentemente sem os livros que receberam do governo,(mas com as mochilas cheias de celulares,drogas,armas e revistas pornográficas) o fazem pensando em garantir a esmola do bolsa família,sem falar no benefício adicional de ficarem livres da presença doce e terna dos querubins que, sem planejamento,colocaram no mundo.
O professor é tão culpado pelos problemas na educação,quanto o médico é culpado pelos problemas na saúde, mas sabemos que a culpa tem que ser colocada em alguém, e o governo não vai culpar os alunos,afinal culpar crianças e adolescentes nunca fez muito sucesso,mesmo que seja verdade,muito menos vai culpar os pais dessas criaturas talentosas e educadas,pois estes representam VOTOS que se não forem devidamente cultivados,podem ser depositados nas urnas de seus adversários políticos,mais eficientes na arte de afagar o ego dessa multidão de alienados e preguiçosos que, quando eram jovens,também não queriam nada com os estudos e agora se vingam nos professores.

Anônimo disse...

A diretoria Me transferiu no meio do ano eles podem fazer isso ?

Anônimo disse...

Olá, bem estou no segundo ano do ensino médio e gostaria de saber se o diretor da escola, pode ou nao me mudar de sala pela lei, (na sala onde eu estou, me sinto muito prejudicada, tanto com as pessoas que eu não conheço quanto com os professores que estao adiantados, e isso também está afetando na minha saúde) mas o diretor insiste em não me mudar pq isso causaria um efeiro dominó no restante dos alunos, e também eu estou longe dos meus amigos de infância, todos estão na mesma sala só me tiraram de lá. Gostaria de saber dos meus direitos. Agradecida desde já.

PS: nunca fui má aluna, nunca fiquei de recuperação nem fui chamada a atenção

Adm disse...

Creio que direito pela lei de ser mudada de turma por motivos subjetivos, ou seja, por motivos pessoais, não há. Isso realmente atrapalha a rotina e administração. A única forma seria sensibilizar a direção, caso REALMENTE esteja tendo problemas de adaptação à turma. Aconselharia a tentar conversar com a direção com bastante educação e gentileza, e não apelando para DIREITOS LEGAIS, que, talvez sequer existam. Você vai depender da disponibilidade da direção em abrir uma exceção para te mudar de turma.

Anônimo disse...

ok, concordo com tudo que disse, porém, nem toda escola se comporta assim. exemplo próprio, hoje dia 30/03 eu, como aluno que sou, fui transferido de sala por "conversar muito". não irei dizer que não converso em sala de aula porque seria um mentira, porém, maioria da sala conversa muito, e não sendo hipócrita ou querendo me sobressair eu converso menos que a grande maioria. E, também, sou o melhor aluno da sala em questão de nota. Quando fui tomar uma justificativa, me disseram que decidiram retirar eu e meu colega de turma para dá exemplo para os demais. Pois os prefessores já reclamavm muito da SALA. ok então, pois se tinham que tirar alguem dá sala para "dá exemplo aos demais" porque não tiraram algum aluno com notas piores e que "não quer nada da vida"? creio que decidiram me transferir apenas por eu ter uma influencia maior por ser melhor aluno (em questões de notas), assim a sala ficaria mais abalada e talvez, se "comportassem" melhor e "respeitassem" mais a presença do professor em sala. Porém, acho isto uma injustiça, pois, a escola não deve transferir alunos de sala para dá exemplo aos demais, e pois assim criariam uma espécie de "militarismo" onde os alunos não respeitariam os professores porque eles realmente merecem e sim por medo de serem transferidos ou receberem alguma punição, e outro ponto, não acho certo transferirem a mim já que, eu e os colegas com quem converso são excelentes alunos (anteriormente serviamos até mesmo de exemplo para outras turmas por sermos uma otima turma e coisa e tal), não estamos sendo prejudicados, e eu não posso ser prejudicado porque a direção decidiu que eu sou "a maçã podre" no meio das outras.onde devo recorrer? se vou procurar uma explicação no mínimo plausível não me dão atenção por ser aluno. generalizam, não escutam opiniões. este é o modo correto de tratar nos alunos? não negarei que estou errado em conversar em sala de aula mas não justifica eles me transferirem sem alguma justificativa para terem escolhido justo a mim.

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